Muitas vezes, abrir mão da eternidade, leva-nos, inevitavelmente,ao sofrimento entretanto, é melhor sentir dor, amor, frustração, ternura, decepção, carinho e cumplicidade do que passar uma eternidade inteira, sem tê-los.
Hoje decidi fazer algo novo.
Decidi ouvir o som, abafado do meu sussurro entender que algumas coisas são inexplicáveis e permanecerão, para sempre, imutáveis.
Meu coração rendeu-se ao silêncio e pude perceber que há, também, muitas outras coisas que podem ser lançada no mar do esquecimento e, essa atitude, mudar, definitivamente...a história da minha vida.
Olhei-me, atentamente, pela primeira vez,
E vi-me como, realmente sou...
Olhei-me sem hipocrisia...
Sem máscaras...
Sem desculpas...
Desnudei-me de mim mesma...
Meu coração guiou-me a um encontro com a minha humanidade!
Pude perceber que tornar-me humana significa reconhecer que não sou perfeita, que sou passível de errar, que não preciso ter todas as respostas. Percebi que tenho deficiências, áreas de sombras...desejos ocultos... Fraquezas que não podem ser confessadas.
Rasguei-me, por dentro, ao confrontar-me com minha humanidade.
Percebi que viver no contexto da eternidade significa considerar-se infalível. Ser cheio de arrogância, achar-se acima do bem e do mal.
Ser intolerante, julgar as pessoas por suas falhas...não ser compassivo, chegar ao extremo pela busca da perfeição.
Que alto preço a se pagar!
Entretanto, não abro mão mais da minha humanidade.
Cometerei erros, terei decepções, sofrerei, mas, também serei mais tolerante, menos arrogante...mas compreensiva...e saberei amar, de uma maneira plena, livre de pré-conceitos e preconceitos...
Essa será minha eterna busca:
Morrer pra mim mesma, e renascer mais humana, a cada novo dia!
(Heloisa A.de Souza)



Belos pensamentos, profundos e dos quais muito gosto. Sirius
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